O termo ciência não é mais entendido em sua acepção profunda – do latim scio ens, que significa saber o ser, saber junto com a ação – mas, como um saber inferido através da análise da causalidade externa, da relação entre objetos.
Somente no século XX foi denunciada pela primeira vez a crise das ciências europeias, graças à intervenção do filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), que em algumas conferências realizadas em Viena e em Praga em 1935, realçou como o excessivo “intelectualismo” das ciências modernas, que se tornaram cada vez mais especializadas graças à influência do Positivismo, tinha desviado a atenção sobre todos os apelos fundamentais para a humanidade (por exemplo, o sentido ou o não-sentido da existência), e como as ciências estavam sendo fundadas sobre um critério não objetivo, mas convencional.
Para enfrentar tal problema, Husserl declarava que era indispensável refundar a ciência, para dar espaço a uma psicologia capaz de entrar no mundo-da-vida – entendido como reino de evidências originárias – capaz de encontrar o critério de exatidão, de verdade, de realidade, indo além de todas as opiniões e tradições, e assim entrar diretamente no fazer-se das coisas segundo as leis do universo. Para chegar a isso, é indispensável fazer epoché, ou seja, “suspensão do juízo”: liberar-se dos pressupostos das crenças comuns e das ciências, assim como dos conteúdos doutrinais das filosofias, para alcançar a unidade de consciência (subjetividade pura), na dimensão da experiência evidente.
A ciência ontopsicológica nasce como a sistematização desses elementos, dando, porém a base concreta para iniciar a fundar ciência exata.
Em resumo, a Ontopsicologia é o modo no qual a lógica do homem pode colher o ser, o real entendido no sentido de um físico, de um matemático, de um filósofo ontológico, uma vez que descobriu as três realidades principais para compreender a existência humana, e sobre as quais funda toda a própria teoria e práxis:
1. Em Si ôntico: projeto base de natureza que constitui o ser humano;
2. Campo semântico: comunicação base que a vida utiliza ao interno das próprias individuações;
3. Monitor de deflexão: grelha-filtro que interfere na exatidão dos processos cognitivos e voluntarísticos do ser humano.
Para mais informações sobre a metodologia ontopsicológica, consultar a obra de Antonio Meneghetti, Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Em que se diferencia a Ontopsicologia?
Nos últimos anos, a Ontopsicologia tem recebido o interesse de acadêmicos, profissionais e operadores sociais de todo o mundo. Seu fundador, o Acad. Prof. Antonio Meneghetti, tem sido convidado para expor sua novidade de pensamento nos maiores centros acadêmicos, culturais, políticos e sociais do planeta, como a ONU, a UNESCO, a Universidade Estatal de São Petersburgo e congressos e conferências internacionais de diferentes áreas (da economia à pedagogia, da psicossomática à filosofia, da psicologia à arte, do cinema à ética).
Mas em que se diferencia a Ontopsicologia das demais escolas?
“1. Utiliza como critério epistemológico de autenticação e de evolução o Em Si ôntico do sujeito.
2. Considera, além de todos os meios já revelados pelas outras escolas, o conhecimento operativo do campo semântico (uma linguagem-base da vida). Ele é o primeiro mediador das interações inconscientes, psicossomáticas e psicossociais. É um transdutor informático sem deslocamento de massa energética: transferência de informação que informatiza.
3. Individua como raiz única de múltiplas alterações o monitor de deflexão: um programa fixo que age com interferência especular antecipando e defletindo a reflexão do Eu. É uma operação memética que não consente a leitura direta entre a interação do sujeito com o real circundante e a intencionalidade do Em Si ôntico.
4. Isolou e individuou a cifremática-base da imagem que é alfabeto da energia. A imagem é o traçado de um formal (dinâmica) que sucessivamente se estrutura de modo psicossomático e psicossocial.
5. Na sua aplicação psicoterapêutica, qualifica a própria operatividade na efetiva resolução do sintoma.
6. Depois da fase de cura, atua a psicoterapia de autenticação para o desenvolvimento de liderança.
7. Compreende vários tipos de metodologias de intervenção operativa entre as quais: a psicoterapia individual e de grupo, a imagogia, a cinelogia, o residence, a melolística, a hidromúsica, a psicotea e o Isomaster.
8. Estrutura-se como psicologia epistêmica e como base interdisciplinar às ciências, por isso pode ser aplicada em todos os campos científicos e existenciais, e em particular: filosofia, arte, sociologia, política, empreendimentos, economia e etc.
9. A Ontopsicologia privilegia a psicologia da autorrealização entendida como responsabilização, formalizando a capacidade do Eu em coincidência com a intencionalidade do Em Si ôntico.”
Trecho com as novidades metodológicas da ciência ontopsicológica extraído do texto O que é a Ontopsicologia, publicado na obra Pedagogia ontopsicológica. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2005. p.17-20
Fonte: Blog Ontopsicologia.
Mas em que se diferencia a Ontopsicologia das demais escolas?
“1. Utiliza como critério epistemológico de autenticação e de evolução o Em Si ôntico do sujeito.
2. Considera, além de todos os meios já revelados pelas outras escolas, o conhecimento operativo do campo semântico (uma linguagem-base da vida). Ele é o primeiro mediador das interações inconscientes, psicossomáticas e psicossociais. É um transdutor informático sem deslocamento de massa energética: transferência de informação que informatiza.
3. Individua como raiz única de múltiplas alterações o monitor de deflexão: um programa fixo que age com interferência especular antecipando e defletindo a reflexão do Eu. É uma operação memética que não consente a leitura direta entre a interação do sujeito com o real circundante e a intencionalidade do Em Si ôntico.
4. Isolou e individuou a cifremática-base da imagem que é alfabeto da energia. A imagem é o traçado de um formal (dinâmica) que sucessivamente se estrutura de modo psicossomático e psicossocial.
5. Na sua aplicação psicoterapêutica, qualifica a própria operatividade na efetiva resolução do sintoma.
6. Depois da fase de cura, atua a psicoterapia de autenticação para o desenvolvimento de liderança.
7. Compreende vários tipos de metodologias de intervenção operativa entre as quais: a psicoterapia individual e de grupo, a imagogia, a cinelogia, o residence, a melolística, a hidromúsica, a psicotea e o Isomaster.
8. Estrutura-se como psicologia epistêmica e como base interdisciplinar às ciências, por isso pode ser aplicada em todos os campos científicos e existenciais, e em particular: filosofia, arte, sociologia, política, empreendimentos, economia e etc.
9. A Ontopsicologia privilegia a psicologia da autorrealização entendida como responsabilização, formalizando a capacidade do Eu em coincidência com a intencionalidade do Em Si ôntico.”
Trecho com as novidades metodológicas da ciência ontopsicológica extraído do texto O que é a Ontopsicologia, publicado na obra Pedagogia ontopsicológica. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2005. p.17-20
Fonte: Blog Ontopsicologia.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
UM CONCEITO SUPERIOR DE SAÚDE E DOS MEIOS PRÁTICOS DE CONSERVÁ-LA
“O título melolística, para um leitor potencial que não conhece o significado do grego (“μελος” = música, melodia e canto, “ολος” = metafísica da harmonia), assim como o conteúdo dessa obra de base, pode parecer não evidente.
Como médico, aceitei com entusiasmo fazer a apresentação da obra do Prof. Antonio Meneghetti, que traz ao leitor um conhecimento superior do conceito de saúde e dos meios práticos de conservá-la.
Segundo a Ontopsicologia, dentro da qual se desenvolve a melolística, a saúde não é apenas a ausência de doença, mas, sobretudo, a aplicação de uma higiene de vida. De acordo com essa escola, a noção e o conceito de saúde estão ligados ao transporte da energia, que deve escorrer livremente no organismo em interação com a energia que vem do ambiente material e humano. Segundo esse conceito, o homem é um conjunto psicossomático, ou seja, uma unidade de ação confrontada ao problema colocado pela adaptação ao real.
O movimento, o canto e a dança dirigem-se ao conjunto dos três níveis do homem total, segundo a definição do neurologista Jakson, e não apenas segundo a educação “intelectualista” que, dirigindo-se exclusiva e prioritariamente ao sistema cerebral, arrisca perder a parte mais verdadeira e a mais imediata da percepção do real e da sua relação com o corpo.
No interior do nosso corpo, a energia depende de diversos campos de forças, os chacras, que regulam a dinâmica dos nossos órgãos e de suas funções. A ajuda trazida pela educação ou pela terapia à livre evolução dessa energia determina mais saúde, um aumento da vitalidade do sujeito e, enfim, a criatividade. A ação educativa ou terapêutica da melolística permite uma luta mais eficaz contra o estresse, as neuroses e as manifestações de violência, os desequilíbrios psíquicos que as nossas sociedades enfrentam.
A melolística, utilizando como suporte o som associado ao movimento, ou seja, a dança, atividade comum ao conjunto das culturas, pode ser o instrumento para harmonizar a sua interação.
A aplicação dessa técnica responde a três funções sociais: 1) curar; 2) evidenciar as potencialidades da pessoa em um contexto socializante; 3) permitir a expressão da espontaneidade e da criatividade (atitudes opostas aos estereótipos e à rigidez mental).
O alcance desses três objetivos passa através de uma práxis funcional que se refere aos efeitos biológicos, psicofisiológicos e psicointelectuais.
A melolística pode ser utilizada com as crianças, os adolescentes, os adultos. É voltada tanto às pessoas consideradas ‘normais’, quanto àquelas com dificuldades psíquicas de desenvolvimento e doenças psicossomáticas.
Do ponto de vista intercultural, a abordagem da melolística pode permitir aos ocidentais, como nós, compreender melhor as práticas orientais como o Zen, o Ioga, a medicina chinesa, o Tai Chi, o tiro com o arco, as artes marciais e outras práticas corporais e mentais”.
Texto do Prof. Dr. Jean Le Boulch* publicado como premissa à obra Manual de Melolística e outras técnicas psicocorpóreas do Prof. Antonio Meneghetti.
* Doutor em Medicina, Prof. de Educação Física, Especialista em Psicomotricidade, Especialista em Reabilitação Funcional e em Cinesioterapia, é conselheiro científico da Escola do Movimento Educativo de Florença e Diretor da Escola de Psicomotricidade Funcional da província de Pávia, Itália.
Para maiores informações sobre o tema, indica-se o texto de Antonio Meneghetti A melolística presente no Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp.397-405
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A ONTOPSICOLOGIA APRESENTA SEUS INSTRUMENTOS E APLICAÇÕES EM PRAGA
A capital da República Tcheca foi o palco do X European Congress of Psychology, realizado de 3 a 6 de julho de 2007, com o tema Mapping of psychological knowledge for society. Tema instigante, visto que, como afirma Antonio Meneghetti “a ciência é um fato substancial e se revela nos seus efeitos durante a história da humanidade. Para todo cientista não foi tão difícil descobrir, quanto foi comunicar a sua descoberta. De fato esta, ao menos se é importante, sempre contradiz o sistema corrente dos conhecimentos do ambiente” (Imagem e Inconsciente, 2003).
A Associação Européia de Ontopsicologia (AEO) esteve presente no congresso com um simpósio sobre Ontopsicologia e dois trabalhos. No Simpósio foi ilustrada a sua metodologia, os campos de intervenção, as aplicações e os instrumentos. Os temas tratados nas duas apresentações individuais foram “o nexo ontológico em psicologia” e “a cinelogia ontopsicológica”.
Durante o evento, os relatores da AEO realizaram valorosos encontros com o Prof. Miloslav Solc, Presidente da Comissão Organizadora e Vice-presidente da União das Associações de Psicologia da República Tcheca; com o Prof. Paul Martin, Presidente do 27º Congresso Internacional de Psicologia Aplicada que acontecerá na Austrália, em 2010 e com a Prof.a Jeanette Milgromm, da Universidade de Melborne. Os dois últimos, que conheceram o Prof. Antonio Meneghetti no Invited Symposium do 28º Congresso Internacional de Psicologia, realizado na China em 2004, renovaram o convite científico para o encontro na Austrália.
Adaptado da reportagem A contribuição da Ontopsicologia na Europa, publicada na revista Nova Ontopsicologia. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., ano XXV, n.1, março 2008. p.124-125.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
SONHO: CHAVE DE COMPREENSÃO PSICOLÓGICA DO SER HUMANO
O sonho é a chave para a real compreensão psicológica do ser humano. É um colocar-se espontâneo no modo do pensamento e das palavras: é o momento preciso em que a natureza – o inconsciente, as emoções, a atividade psíquica – espontaneamente desenha.
Antigamente, o sonho era considerado uma mensagem dos deuses. Fala-se dos sonhos também na vida de tantos santos, profetas e grandes mestres. O primeiro tratado sobre os sonhos, denominado Oneirocritica, foi escrito pelo grego Artemidoro entre os anos 100 e 200 a.C. Porém, a primeira obra que a nossa cultura considera científica é aquela escrita por Freud (A interpretação dos sonhos).
A pesquisa psicológica atual chegou em grande parte a decifrar o sonho, mas não de modo integral. Seria importante instituir a cadeira de Oniromancia na Faculdade de Psicologia para dar maior concretude em relação ao estudo da atividade psíquica do homem.
Entre os vários textos de nível científico superior referentes ao sonho que foram publicados no mundo, destaca-se o livro Manual para a análise dos sonhos de Emil Gutheil. Essa obra explica o sonho no significado artístico, religioso e freudiano, porém também ela não chega a exaurir a interpretação onírica.
“A linguagem dos sonhos, que é a linguagem da vida, sempre foi interpretada segundo a cultura, as religiões, os mitos ou as opiniões acadêmicas ou universitárias. Ninguém jamais experimentou ler como a natureza escreve. Eu encontrei a chave e a confirmação está no fato de que nunca, com toda a minha experiência e com o meu método exclusivo de interpretação, o sonho revelou-se inexato”, afirma o Acad. Prof. Antonio Meneghetti, fundador da ciência ontopsicológica, cuja metodologia inclui a interpretação dos sonhos em seus instrumentos de análise.
Em seu texto Prontuário Imagógico apresenta uma explicação introdutória do modo como é interpretado o sonho e a decodificação de alguns símbolos, aqueles que os tratados não conotaram segundo a sua íntima significância. Os termos não contidos nessa obra são interpretados segundo a corrente científica sobre os sonhos.
Adaptado do texto de Antonio Meneghetti Oniromancia contido no livro Projeto Homem. 2.ed. Florianópolis: edição do autor, 1999. pp.172-188.
Para maiores informações sobre o assunto, indica-se o texto do autor O sonho e o método ontopsicológico de interpretação onírica, publicado na obra Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp.316-326.
Antigamente, o sonho era considerado uma mensagem dos deuses. Fala-se dos sonhos também na vida de tantos santos, profetas e grandes mestres. O primeiro tratado sobre os sonhos, denominado Oneirocritica, foi escrito pelo grego Artemidoro entre os anos 100 e 200 a.C. Porém, a primeira obra que a nossa cultura considera científica é aquela escrita por Freud (A interpretação dos sonhos).
A pesquisa psicológica atual chegou em grande parte a decifrar o sonho, mas não de modo integral. Seria importante instituir a cadeira de Oniromancia na Faculdade de Psicologia para dar maior concretude em relação ao estudo da atividade psíquica do homem.
Entre os vários textos de nível científico superior referentes ao sonho que foram publicados no mundo, destaca-se o livro Manual para a análise dos sonhos de Emil Gutheil. Essa obra explica o sonho no significado artístico, religioso e freudiano, porém também ela não chega a exaurir a interpretação onírica.
“A linguagem dos sonhos, que é a linguagem da vida, sempre foi interpretada segundo a cultura, as religiões, os mitos ou as opiniões acadêmicas ou universitárias. Ninguém jamais experimentou ler como a natureza escreve. Eu encontrei a chave e a confirmação está no fato de que nunca, com toda a minha experiência e com o meu método exclusivo de interpretação, o sonho revelou-se inexato”, afirma o Acad. Prof. Antonio Meneghetti, fundador da ciência ontopsicológica, cuja metodologia inclui a interpretação dos sonhos em seus instrumentos de análise.
Em seu texto Prontuário Imagógico apresenta uma explicação introdutória do modo como é interpretado o sonho e a decodificação de alguns símbolos, aqueles que os tratados não conotaram segundo a sua íntima significância. Os termos não contidos nessa obra são interpretados segundo a corrente científica sobre os sonhos.
Adaptado do texto de Antonio Meneghetti Oniromancia contido no livro Projeto Homem. 2.ed. Florianópolis: edição do autor, 1999. pp.172-188.
Para maiores informações sobre o assunto, indica-se o texto do autor O sonho e o método ontopsicológico de interpretação onírica, publicado na obra Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp.316-326.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
ACENOS À PSICOTERAPIA ONTOPSICOLÓGICA
A psicoterapia tem enorme importância visto que qualquer aplicação humana – música, medicina, homeopatia, arte, pedagogia, business – é uma modalidade de ação que não possui em si mesma a raiz última. Quando se quer colher a causa, a raiz, a mente primeira e última de qualquer atividade, é necessário recorrer à psicoterapia. Somente compreendendo a raiz, ou a mente, de todos os modos da ação social se tem o real poder do fazer.
Toda a teoria ontopsicológica nasce da prática clínica. A Ontopsicologia é uma ciência que sempre encontrou resultado na reeducação funcional do sujeito à vida, visto que uma teoria é válida somente na medida em que resolve o problema humano.
Quando usada no âmbito da psicoterapia, a metodologia ontopsicológica permite ao terapeuta saber ver, “tocar” dentro do ser humano que possui diante de si, ou seja, permite ter uma familiaridade operativa com toda a interioridade do homem.
Para alcançar tal escopo, a escola ontopsicológica se vale de todo o conhecimento teórico das outras correntes científicas, mas introduz na prática clínica a novidade de método, de pesquisa, de análise do campo semântico. O campo semântico é a comunicação, a informação automática que se estabelece entre dois indivíduos, duas presenças, duas realidades: é o conhecimento primário de um sujeito.
Após ter considerado o estudo do campo semântico, a Ontopsicologia se serviu de outros conhecimentos, de outros instrumentos metodológicos de análise, reavaliando a linguagem inconsciente do corpo e dos sonhos, segundo um código próprio de interpretação. “O sonho é uma radiografia precisa em que se pode ler de modo circunstanciado e exato a situação que o sujeito vive naquele momento”.
Os escopos práticos da Ontopsicologia podem ser sintetizados em dois:
a) alcançar o homem onde ele é posto e por quanto é previsto pela inteligência da vida, pela intencionalidade de natureza;
b) alcançada a autenticidade de natureza, o objetivo seguinte é realizar o homem à criatividade, tornar o homem operador de vida, responsável como artífice de si mesmo.
Trechos adaptados e extraídos do texto Introdução à psicoterapia ontopsicológica, contido no livro de Antonio Meneghetti Nova Fronda Virescit: introdução à psicoterapia ontopsicológica, instrumentos e aplicações. v.2. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2006. pp. 9-54.
Toda a teoria ontopsicológica nasce da prática clínica. A Ontopsicologia é uma ciência que sempre encontrou resultado na reeducação funcional do sujeito à vida, visto que uma teoria é válida somente na medida em que resolve o problema humano.
Quando usada no âmbito da psicoterapia, a metodologia ontopsicológica permite ao terapeuta saber ver, “tocar” dentro do ser humano que possui diante de si, ou seja, permite ter uma familiaridade operativa com toda a interioridade do homem.
Para alcançar tal escopo, a escola ontopsicológica se vale de todo o conhecimento teórico das outras correntes científicas, mas introduz na prática clínica a novidade de método, de pesquisa, de análise do campo semântico. O campo semântico é a comunicação, a informação automática que se estabelece entre dois indivíduos, duas presenças, duas realidades: é o conhecimento primário de um sujeito.
Após ter considerado o estudo do campo semântico, a Ontopsicologia se serviu de outros conhecimentos, de outros instrumentos metodológicos de análise, reavaliando a linguagem inconsciente do corpo e dos sonhos, segundo um código próprio de interpretação. “O sonho é uma radiografia precisa em que se pode ler de modo circunstanciado e exato a situação que o sujeito vive naquele momento”.
Os escopos práticos da Ontopsicologia podem ser sintetizados em dois:
a) alcançar o homem onde ele é posto e por quanto é previsto pela inteligência da vida, pela intencionalidade de natureza;
b) alcançada a autenticidade de natureza, o objetivo seguinte é realizar o homem à criatividade, tornar o homem operador de vida, responsável como artífice de si mesmo.
Trechos adaptados e extraídos do texto Introdução à psicoterapia ontopsicológica, contido no livro de Antonio Meneghetti Nova Fronda Virescit: introdução à psicoterapia ontopsicológica, instrumentos e aplicações. v.2. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2006. pp. 9-54.
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sábado, 5 de dezembro de 2009
AS ORIGENS DA PSICOTERAPIA
Originalmente, o termo terapia denotava uma referência de valor de caráter moral. Deriva do verbo θεραπευω e significa:
1) venerar (habitualmente em referência aos deuses e às autoridades),
2) ocupar-se com solicitude em relação aos patrões, aos amigos e aos familiares,
3) cuidar em sentido muito elástico.
O sentido etimológico da ação significa pesquisar, vigiar o dom. Por dom se deve entender o espírito vital, o fluido vital ou campo etérico. A palavra θεραπεια significa obséquio, serviço, cuidado, atenção, solicitude, em relação a Deus, aos genitores, às pessoas queridas.
Neste sentido o termo foi sempre usado por Tucídides, Platão, Fedro, Homero etc. Também o Cristianismo usou esse termo referindo-se ao “cuidado pastoral das almas”.
Apenas posteriormente Hipócrates usurpou esse termo e o adaptou para cura dos doentes em sentido global. O termo de terapia em sentido médico é uma violação ou até mesmo uma apropriação abusiva feita há poucos séculos.
O significado clássico foi conservado pela Igreja Católica no sentido de serviço espiritual ou cura das almas. Neste sentido, terapia significa já de per si um referimento deferente em relação aos valores interiores de um outro. Dizer psicoterapia é confirmar de modo específico uma atitude de pesquisa deferente e de recuperação da sanidade da alma.
Se a psicoterapia contemporânea tivesse que reencontrar os próprios fundadores – à parte Freud – deve buscá-los entre os filósofos moralistas, os padres espirituais ou profetas de toda religião séria. A arte do confessor católico ou do conselheiro espiritual protestante é a mais conexa com a psicoterapia contemporânea: a diferença fundamental entre as duas artes é que a religião indaga e verifica se o homem é conforme ao modelo transcendente de uma lei definida divina; a segunda indaga qual deve ser a estrutura autônoma e essencial (=lei de per si segundo o ser que é) e coordena a sua decisionalidade comportamental após lhe ter recuperado a funcionalidade integral.
A ciência psicoterápica define-se intrinsecamente por objeto e método próprios e distingue-se em absoluto de qualquer colateralidade com as outras ciências que, por cultura, parecem semelhantes. Objeto específico é a intencionalidade psíquica do indivíduo, através de todas as modalidades da sua fenomenologia existencial.
Trechos extraídos do texto de Antonio Meneghetti Che cos’è la psicoterapia? contido na obra Psicoterapia e Società. Roma: Psicologica Ed., 1989. p 8-13.
Para maiores informações sobre a psicoterapia segundo a ótica ontopsicológica, indica-se o texto de Antonio Meneghetti O modelo psicoterapêutico ontopsicológico publicado no Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp.299-354.
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domingo, 22 de novembro de 2009
AS LINGUAGENS DE ANÁLISE DO HOMEM SEGUNDO A ONTOPSICOLOGIA
Que instrumentos podemos usar para analisar, se desejamos conhecer uma situação qualquer (um ambiente, uma pessoa, uma doença, um estado de iniciativa criativa)? Como revelar a causa no interior de uma fenomenologia humana? Como conhecer uma situação antes que ela se efetue, antes que ela se exponha de modo definitivo? E como intervir para controlar a causa?
Para evidenciar o comportamento ou o acontecimento de um homem, devemos saber evidenciar as formalizações da sua atividade psíquica. Quando um ser humano pensa, conscientiza, recorda, todo esse processo lógico-racional consciente já é um efeito da atividade psíquica. Se quisermos controlar cientificamente um processo da natureza do indivíduo, devemos entrar na programação de tudo aquilo que, depois, manifesta-se como consciência, pensamento, palavra, emoção.
Quando se dá uma variação epidérmica, emotiva, erótica, de linguagem, de voluntarismo, de decisionalidade, no campo econômico ou no comportamento de um sujeito, vemos o fenômeno. Porém, antes disso, no interior daquele sujeito, qual a causa que incidiu e determinou tal fenômeno?
Diante de uma situação a ser analisada (que seja um indivíduo, um grupo ou um fato), o método ontopsicológico desenvolvido pelo Acad. Prof. Antonio Meneghetti efetua a diagnose através de seis canais:
- anamnese linguística e biografia histórica
- análise do sintoma ou problema
- análise fisiognômico-cinésico-proxêmica
- análise onírica
- análise do campo semântico
- resultados
Através desses seis instrumentos, a Ontopsicologia proporciona a capacidade exata de analisar e controlar. Por isso, essa metodologia pode ser aplicada para curar uma pessoa, ou como auxílio a uma pesquisa de laboratório, ou ainda para dar evolução e perspectiva a uma empresa, a um ministério, a um campeão olímpico etc.
Dado o homem, ou o grupo de homens que trabalham e dirigem aquele projeto, é suficiente aplicar os instrumentos ontopsicológicos para verificar se o seu posicionamento e o seu trabalho têm um resultado efetivo, se estão no caminho justo ou errôneo.
Adaptado do texto de Antonio Meneghetti As linguagens de análise do homem contido na obra Imagem e Inconsciente: manual para a interpretação dos sonhos e das imagens. 3.ed. Florianópolis: Ontopsicologica Ed., 2003. pp.22-27.
Para maiores informações sobre os instrumentos de análise da Ontopsicologia, indica-se o texto do autor A diagnose ontopsicológica, publicado na obra Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.314-316.
Para evidenciar o comportamento ou o acontecimento de um homem, devemos saber evidenciar as formalizações da sua atividade psíquica. Quando um ser humano pensa, conscientiza, recorda, todo esse processo lógico-racional consciente já é um efeito da atividade psíquica. Se quisermos controlar cientificamente um processo da natureza do indivíduo, devemos entrar na programação de tudo aquilo que, depois, manifesta-se como consciência, pensamento, palavra, emoção.
Quando se dá uma variação epidérmica, emotiva, erótica, de linguagem, de voluntarismo, de decisionalidade, no campo econômico ou no comportamento de um sujeito, vemos o fenômeno. Porém, antes disso, no interior daquele sujeito, qual a causa que incidiu e determinou tal fenômeno?
Diante de uma situação a ser analisada (que seja um indivíduo, um grupo ou um fato), o método ontopsicológico desenvolvido pelo Acad. Prof. Antonio Meneghetti efetua a diagnose através de seis canais:
- anamnese linguística e biografia histórica
- análise do sintoma ou problema
- análise fisiognômico-cinésico-proxêmica
- análise onírica
- análise do campo semântico
- resultados
Através desses seis instrumentos, a Ontopsicologia proporciona a capacidade exata de analisar e controlar. Por isso, essa metodologia pode ser aplicada para curar uma pessoa, ou como auxílio a uma pesquisa de laboratório, ou ainda para dar evolução e perspectiva a uma empresa, a um ministério, a um campeão olímpico etc.
Dado o homem, ou o grupo de homens que trabalham e dirigem aquele projeto, é suficiente aplicar os instrumentos ontopsicológicos para verificar se o seu posicionamento e o seu trabalho têm um resultado efetivo, se estão no caminho justo ou errôneo.
Adaptado do texto de Antonio Meneghetti As linguagens de análise do homem contido na obra Imagem e Inconsciente: manual para a interpretação dos sonhos e das imagens. 3.ed. Florianópolis: Ontopsicologica Ed., 2003. pp.22-27.
Para maiores informações sobre os instrumentos de análise da Ontopsicologia, indica-se o texto do autor A diagnose ontopsicológica, publicado na obra Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.314-316.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
OS INSTRUMENTOS DA ONTOPSICOLOGIA PARA COMPREENDER O INDIVÍDUO
A Ontopsicologia, como uma ciência prática, propõe-se a resolver os problemas concretos da vida humana. Depois de ter verificado experimentalmente que seu método trazia resultados, Antonio Meneghetti descreve-o a fim de que outros operadores possam aplicá-lo e assim expandir os frutos que essa ciência possibilita.
Quando pretendemos conhecer uma situação, uma pessoa, um ambiente, um problema, quais instrumentos podemos usar para analisar? Através do que podemos entender como a psique, tendo sofrido uma distorção nos seus processos, construiu aquele problema somático, psicológico, econômico que o indivíduo acusa? Quais as causas? Por que naquele órgão, naquele momento, naquela oportunidade? E, muito importante, como resolver o problema, como recuperar a saúde, como recuperar o curso de desenvolvimento do próprio projeto?
Uma ciência tem necessidade de instrumentos para indagar o seu objeto de estudo. Os instrumentos são as ferramentas que o profissional usa quando aplica na prática a ciência que estudou.
A Ontopsicologia possui seis instrumentos de análise, ou seja, seis modalidades de investigação para compreender o indivíduo, a sua situação problemática, a causa dessa situação e as alternativas que ele tem para resolvê-la. São eles:
- Anamnese linguística e biografia histórica
- Análise do sintoma ou problema
- Análise fisiognômico-cinésico-proxêmica
- Análise onírica
- Análise semântica
- Resultados
Os três primeiros são utilizados também pelas demais ciências. Os três últimos, por como são utilizados, são exclusivos da escola ontopsicológica. Esses instrumentos são intrínsecos à intencionalidade constitutiva da natureza do homem, ou seja, foram desenvolvidos em base ao modo como a própria natureza do homem processa, projeta, fenomeniza. Por isso, permitem compreender o agir causal no interior de uma fenomenologia humana.
Para maiores informações sobre o argumento, indica-se o texto de Antonio Meneghetti A diagnose ontopsicológica, publicado em Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp.314-316.
Quando pretendemos conhecer uma situação, uma pessoa, um ambiente, um problema, quais instrumentos podemos usar para analisar? Através do que podemos entender como a psique, tendo sofrido uma distorção nos seus processos, construiu aquele problema somático, psicológico, econômico que o indivíduo acusa? Quais as causas? Por que naquele órgão, naquele momento, naquela oportunidade? E, muito importante, como resolver o problema, como recuperar a saúde, como recuperar o curso de desenvolvimento do próprio projeto?
Uma ciência tem necessidade de instrumentos para indagar o seu objeto de estudo. Os instrumentos são as ferramentas que o profissional usa quando aplica na prática a ciência que estudou.
A Ontopsicologia possui seis instrumentos de análise, ou seja, seis modalidades de investigação para compreender o indivíduo, a sua situação problemática, a causa dessa situação e as alternativas que ele tem para resolvê-la. São eles:
- Anamnese linguística e biografia histórica
- Análise do sintoma ou problema
- Análise fisiognômico-cinésico-proxêmica
- Análise onírica
- Análise semântica
- Resultados
Os três primeiros são utilizados também pelas demais ciências. Os três últimos, por como são utilizados, são exclusivos da escola ontopsicológica. Esses instrumentos são intrínsecos à intencionalidade constitutiva da natureza do homem, ou seja, foram desenvolvidos em base ao modo como a própria natureza do homem processa, projeta, fenomeniza. Por isso, permitem compreender o agir causal no interior de uma fenomenologia humana.
Para maiores informações sobre o argumento, indica-se o texto de Antonio Meneghetti A diagnose ontopsicológica, publicado em Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp.314-316.
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